Redação G8 News
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A desistência dos pré-candidatos Joaquim Barbosa e Luciano Huck só endossam o estudo realizado pelo instituto de pesquisa Datafolha, que apontou que desde a redemocratização no país, um terço dos pré-candidatos à Presidência da República desiste de concorrer ao cargo seis meses antes da eleição. De acordo com o Datafolha, problemas de saúde na família, falta de respaldo eleitoral, apoio a outras candidaturas, derrotas internas ou valorização dos partidos medianos, são os principais motivos das desistências, num fenômeno conhecido como “efeito peneira”.

Além de Barbosa e Huck, outros nomes devem desistir de concorrer ao cargo como Michel Temer (MDB), Guilherme Domingos (PSD) e Rodrigo Maia (DEM). Esse último, apesar da baixa popularidade nas últimas pesquisas, segue com a confiança do principal líder do partido, ACM Neto, prefeito de Salvador e presidente nacional da sigla.

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Ainda segundo o estudo, a maior taxa de recuo das pré-candidaturas ocorreu em 2002, quando metade dos cotados saíram da disputa. Naquele ano, surgiram nas pesquisas, porém não foram candidatos, Roseana Sarney, Itamar Franco e Tasso Jereissatti. Então no PFL, a filha do ex-presidente José Sarney declinou a eleição em abril daquele ano, depois da ação da Polícia Federal em uma empresa de sua propriedade. A menor taxa foi em 1998, quando Levy Fidélix desistiu da corrida eleitoral pelo PRTB, atual partido.