Redação G8 News
jornalismo@g8news.com.br

 

O prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM), admitiu que a crise do MDB na Bahia pesou na decisão de desistir da candidatura ao governo da Bahia, de acordo com o jornal O Estado de S. Paulo. A legenda que era comandado pelo deputado federal Lúcio Vieira Lima e pelo irmão Geddel Vieira Lima, vive uma grande crise desde que a Polícia Federal encontrou R$ 51 milhões em um apartamento ligado a Geddel, na capital baiana.

“É óbvio, é inegável todo o desgaste que o MDB viveu aqui na Bahia, sobretudo nos últimos dois anos, e eu não queria trazer isso para o meu palanque. Eu não queria passar toda uma campanha justificando coisas que eu não tenho nenhuma responsabilidade. Por isso tinha decidido que o MDB não estaria na minha equação política. Nada que signifique dizer que eles não têm o direito de se defender. Eles têm o direito. Não faço condenação prévia de ninguém, procuro manter o respeito nas relações pessoais, porém para mim estava muito claro que, caso eu fosse candidato a governador, deveria ser sem carregar isso comigo”, disse, ACM Neto.

Corre-se nos bastidores ainda que o democrata teria tentado convencer o deputado federal Lúcio Vieira Lima a trocar de partido para que ele pudesse coligar com o MDB, mas Lúcio teria negado o pedido, o que inviabilizou a aliança entre as legendas.

O prefeito ainda criticou o governo do presidente Michel Temer (MDB). “Para mim, os dois grandes problemas foram a péssima comunicação e distanciamento completo das ruas, da realidade do povo, do dia a dia do brasileiro”, destacou.