A defesa do ex-deputado Luiz Ârgolo (PP-BA), que está preso desde 2015 e transferido sob custódia para Salvador, propôs o parcelamento da dívida que possui de R$ 1.952.691,30 com a Justiça Federal, referente à restituição e multa por reparação de dano a que foi condenado na Operação Lava Jato.

De acordo com o advogado de Argôlo, ele está detido desde 10 de abril de 2015 e por consequência não tem exercido qualquer tipo de atividade remuneratória. Alega, ainda, que as empresas nas quais ele era sócio também estão sem funcionar.

O Ministério Público Federal já se manifestou contrário ao pedido. Cabe, agora, à juíza Carolina Moura Lebbos, da 12.ª Vara Federal analisar o pedido. A força-tarefa da Lava Jato argumenta que Ârgolo possuiu “longa carreira remunerada como parlamentar municipal, estadual e federal” e declarou bens no valor de R$ 1,5 milhão durante as eleições de 2014, mas a defesa diz que este valor não corresponde à realidade atual do cliente.

Luiz Argôlo cumpre pena em regime fechado de 11 anos e 11 meses por corrupção e lavagem de dinheiro.