Desde quinta-feira (24) em Salvador (BA), em clara pré-campanha à Presidência da República, o deputado Jair Bolsonaro (PSL) soltou mais uma de suas pérolas. Voltou a defender, em entrevista à Rádio Metrópole, na manhã desta sexta-feira (25), o que ele denomina de “valores” do regime militar. Numa análise simplista e superficial, Bolsonaro afirmou que os militares perderam poder no país. O presidenciável não reconhece o termo “ditadura” para se referir ao período. Segundo ele, a palavra é usada apenas para “desgastar”.

O presidenciável em entrevista à Rádio Metrópole – Foto: Metro1

“Sou favorável aos valores daquela época quando a família era respeitada, quando o professor era respeitado em sala de aula. Havia o emprego, o próprio Lula diz isso. O Brasil cresceu economicamente, ninguém pode negar isso. Passamos a ser a oitava economia no mundo. Criação de muitas estatais. […] As pessoas, a corrupção tá no sangue, não como hoje em dia, mas sempre esteve no ser humano. Há de convir que a corrupção era menor do que a de hoje em dia. Tínhamos a liberdade de ir e vir”, afirmou.

Bolsonaro admitiu que pode ter havido “injustiça” e “exagero” no período, mas minimizou. “O governo militar tem seu lado bom e ruim”, pontuou.

E é com esse discurso dúbio, rejeitando a própria história recente do País, que o deputado vai tocando sua pré-campanha tentando superar o teto de 21% das intenções de voto, onde está estacionado e que os especialistas garantem ser o seu limite máximo.