Por Raphael Minho
Twitter: @RaphaelMinho

 

Nascido em Pindamonhangaba, interior de São Paulo, Geraldo Alckmin possui 67 anos e é formado em medicina pela Faculdade de Medicina de Taubaté, apesar de possuir uma longa carreira política que teve início em 1973, quando foi eleito vereador pela sua cidade natal, então membro do MDB. Seu último cargo político, foi como governador do estado de São Paulo, quando renunciou em abril deste ano, para concorrer as eleições presidenciais pelo PSDB.

Em 2006, Alckmin também havia renunciado ao governo de São Paulo para concorrer à presidência da República. No entanto, o tucano naquela corrida eleitoral foi derrotado no segundo turno por Lula, obtendo 39,17% dos votos. A longa atividade política lhe deu muitas oportunidades para falar sobre suas convicções morais e religiosas, rendendo-lhe o rótulo de político conservador – categoria à qual Alckmin jamais admitiu pertencer, assim como vários membros do seu partido.

O que Alckmin pensa sobre o aborto?

Contrário à legalização da prática, Alckmin já deu várias declarações sobre o tema, se mostrando intransigente sobre o assunto. Frequentemente, tem afirmado em entrevistas que a legislação brasileira atual é suficiente e que a prevenção à gravidez, por meio da ampliação de programas de educação sexual, seria um caminho melhor.

“Sou contra (o aborto); sou favorável ao planejamento familiar. É possível fazer um projeto bem-sucedido, como fiz em São Paulo, enquanto governador, combatendo a gravidez indesejada, trazendo educação sexual, trabalho nas escolas e métodos contraceptivos”, afirmou o tucano, durante as eleições presidenciais de 2006 ao grupo Estadão.

O que Alckmin pensa sobre religião?

O tucano se autodenomina católico e já foi por diversas vezes ligado ao grupo Opus Dei, uma organização católica, pejorativamente chamada por seus críticos de “ultraconservadora”, devido à fidelidade à doutrina tradicional da Igreja. No entanto, Alckmin nega participação.

“O meu tio é que era da Opus Dei. Eu não vejo nenhum problema na Opus Dei. O monsenhor Escrivá [Josemaría Escrivá de Balguer (1902-1975), foi o fundador do Opus Dei] foi beatificado, foi canonizado, é santo da Igreja Católica. Não vejo nenhum problema. Se eu fosse, eu até lhe diria. Agora, sou católico. Eu respeito todas as religiões. Na vida, é preciso ter princípios, ter valores que norteiam a nossa existência, então respeito todas as religiões”, declarou o tucano em 2005, no programa Roda Vida, da TV Cultura.

O que Alckmin pensa sobre as drogas?

Contrário a legalização, para Alckmin não há nenhuma convicção de que a descriminalização das drogas diminua o tráfico e que portanto, o Brasil precisa reforçar o combate ao tráfico.

“As drogas vêm de fora do País. Os policiais estaduais estão perdendo o forte escalão da droga, pegam moleque que distribui droga no bairro, isso não adianta. O Brasil não fabrica droga, as drogas vêm de fora. O que precisamos é de polícia de fronteira, inteligência policial, Polícia Federal e Forças Armadas”, afirmou durante a campanha presidencial, em 2006, ao Estadão.

Alckmin reafirmou sua posição sobre as drogas, incluindo a maconha, durante entrevista à Folha de São Paulo, também em 2006. ““Sou contra [à legalização], porque os especialistas afirmam que a maconha é uma porta de entrada para drogas mais pesadas.”

O que Alckmin pensa sobre a união civil igualitária entre homossexuais?

Assim como nos tópicos anteriores, Alckmin não fica em cima do muro e já se posicionou várias vezes a favor da união civil igualitária entre pessoas do mesmo sexo, sendo bem direto nas suas respostas. Em entrevista ao grupo Estadão, em 2006, ele disse: “É um contrato, não vejo problema.”

No mesmo ano, Alckmin reafirmou à Folha de São Paulo a sua posição sobre o assunto:  “Não se trata de casamento. É contrato de união civil. Sou favorável.”