Redação G8 News
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Em depoimento à Polícia Federal, o ex-ministro Geddel Vieira Lima disse que “não faria sentido” o ex-ministro da Casa Civil Eliseu Padilha abastecer financeiramente a sua campanha ao Senado pela Bahia em 2014, porque ele fazia oposição à Dilma Rousseff, campanha coordenada também por Padilha. A declaração de Geddel consta de depoimento no dia 10 de abril, no inquérito da Odebrecht, que está no Supremo Tribunal Federal (STF), sobre o episódio envolvendo R$ 10 milhões da Odebrecht para o MDB em 2014 – uma negociação feita no Palácio do Jaburu. O inquérito que mira Padilha e o ministro Moreira Franco (Minas e Energia), passou também a investigar, desde março, o presidente Michel Temer (MDB).

Geddel também afirmou que há uma “discrepância gritante” no relato de Funaro porque na época do episódio ele apoiava Aecio Neves (PSDB), e que por isso, ele não seria convidado para eventos da natureza do jantar no Jaburu. “Portanto, não faria sentido Eliseu Padilha abastecer financeiramente a campanha do declarante, pois estaria municiando um adversário eleitoral naquele ano de 2014”, diz o depoimento.

Geddel confirmou no depoimento conhecer Funaro, porém, disse que conheceu o doleiro em 2012 por conta do agravamento da doença de seu pai, que faleceu no ano passado.