Redação G8 News
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Gleisi Hoffmann recebeu R$ 7 milhões do Fundo Consist, num esquema de corrupção que desviou R$ 100 milhões do Ministério do Planejamento – que era ocupado por seu marido, Paulo Bernardo – e queria desviar outros R$ 100 milhões do Ministério da Previdência, durante o governo Dilma Rousseff, é o que diz o relatório da Polícia Federal. “Tais pagamentos aparecem como tendo sido feitos regularmente pelo escritório de Guilherme Gonçalves, mas na realidade tratavam-se de valores de corrupção”, aponta a Polícia Federal.

O relatório final do inquérito, que tramita em segredo no STF, e foi obtido pela revista Veja ainda diz:

“Existem indicativos de que Gleisi Helena Hoffmann de alguma forma colaborou para ocultar ou a dissimular a natureza, origem, localização, disposição, movimentação ou propriedade de bens, direitos ou valores oriundos do esquema criminoso Consist, pois foram identificados diversos registros de pagamentos feitos em benefício da senadora Gleisi Helena Hoffmann ou pessoas relacionadas a ela e/ou ao marido Paulo Bernardo entre os anos de 2010 e 2015”.

Parte da propina ainda seria usada na campanha de reeleição da ex-presidente Dilma.

“A documentação mostra que a quadrilha ligada à empresa Consist, que desviou 100 milhões de reais no Ministério do Planejamento, queria desviar outros 100 milhões no Ministério da Previdência. Em uma das mensagens interceptadas pela polícia, um dos investigados, o empresário Washington Vianna, descreve, em 2011, no início do primeiro mandato de Dilma Rousseff, um plano para implantar o sistema no Ministério da Previdência: ‘Teríamos R$ 3,750 milhões/mês para fazer os acordos políticos necessários. Eu até diria que na Casa Civil, um apoio direto na próxima campanha presidencial durante 3 anos no total de R$ 100 milhões’”.