A 2ª Turma do Supremo Tribunal Federal decidiu hoje (19) absolver a presidente do Partido dos Trabalhadores (PT) e senadora Gleisi Hoffmann (PR) e o marido dela, Paulo Bernardo, o ex-ministro do governo Lula. O casal foi acusado pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro em ação penal no âmbito da Lava Jato.

De acordo com a tese defendida pelo ministro Dias Toffoli, o Ministério Público Federal (MPF), que apontou a petista como favorecida no desvio de R$ 1 milhão de contratos com prestadoras de serviços da Petrobras, não conseguiu elaborar provas através das afirmações feitas em delações premiadas de executivos.

Acompanharam Toffoli no julgamento os ministros Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowski, divergindo do relator da Lava Jato, Edson Fachin, e do revisor da operação no STF, Celso de Mello, que foram favoráveis à condenação dos dois por falsidade ideológica para fins eleitorais. No entanto, todos os ministros descartaram a configuração de crime de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Também foi absolvido o empresário Ernesto Kugler, ligado ao casal. (M1)