Redação G8 News
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Nicolás Maduros se reelege por mais seis anos na Venezuela, em uma votação marcada pela abstenção de 54% da população, na eleição anterior esse número era 20,3%. De acordo com o Conselho Nacional Eleitoral, Nicolás Maduro venceu com 67,7% dos votos válidos, obtendo mais de 5,8 milhões de votos, o que equivale 68%, seguido por Henri Falcón (21%) e Javier Bertucci (11%), na apuração de 96,6% das urnas.

Em seu discurso da vitória, em frente ao Palácio Miraflores, em Caracas, Maduro disse que obteve um “recorde histórico”: “Nunca antes um candidato presidencial venceu com 68% dos votos populares e nunca antes havia conseguido 47% do segundo candidato”, afirmou.

Resultado que contraria as pesquisas de opinião realizadas na Venezuela e que apontam a insatisfação da maioria da população com o regime ditatorial de Maduro e que desenhava a vitória do ex-chavista Falcón. Agências internacionais e membros da oposição apontaram irregularidades nos denominados “pontos vermelhos”, que são barracas instaladas pelo partido de Maduro para checar quem votou por meio do “carnê da pátria”. O cartão é usado para ter acesso aos programas sociais do governo. Durante a campanha, Maduro prometeu “prêmios” para quem participasse da eleição. Não há informação oficial, mas testemunhas afirmaram que o prêmio era de 10 milhões de bolívares, cerca de US$ 13 no mercado paralelo.

Em várias cidades ao redor do mundo, venezuelanos convocaram protestos contra as eleições. Eles culpam o ditador socialista pelo colapso, enquanto Maduro atribui a situação a uma “guerra econômica” da oposição de direita aliada a Washington. Estados Unidos, Canadá, União Europeia (UE) e vários países latino-americanos não reconheceram as eleições da Venezuela e afirmam que a eleição é fraudulenta, prometendo sanções econômicas ao país.

Desde 2013, quando Maduro assumiu o governo, a Venezuela sofreu ondas de protestos violentos, que deixaram cerca de 200 mortos em conflitos contra os militares, e uma derrocada socioeconômica. O país vem enfrentando uma série de apagões, falta de comida, remédios, transporte e água, além da hiperinflação e do salário mínimo que permite a compra de apenas um quilo de leite em pó, levando os venezuelanos a uma emigração em massa nos últimos quatro anos.