Reza a lenda que spray de pimenta para baiano é tempero. Talvez por isso, os professores e demais trabalhadores em Educação de Salvador, em greve desde o dia 11 de junho, tenham sido tratados com esse aditivo pela Guarda Municipal para dispersar uma manifestação em frente à Secretaria Municipal da Educação (Smed), na avenida Gabiraldi.

O confronto ocorreu na manhã dessa terça-feira, 7, quando a categoria se reuniu na porta da Smed para reivindicar reajuste linear, avanço de nível e melhorias para a educação no município.

A APLB-Sindicato denuncia que também foram utilizadas bombas de gás lacrimogêneo e armas  teriam sido apontadas em direção aos manifestantes. Elza Melo, diretora da entidade, afirmou que o movimento foi pacífico e classificou como absurda a reação dos guardas.

“Somos uma categoria formada hegemonicamente por mulheres e fomos tratadas desse jeito, com bombas, empurrões e armas apontadas para nós. A responsabilidade desta truculência é do secretário de Educação, Bruno Barral, que não quis dialogar com a gente e se escondeu por trás dos guardas”, disse a sindicalista ao A TARDE.

A prefeitura de Salvador justificou, através de nota, que a guarnição teria sido “hostilizada e agredida por mais de 150 manifestantes da APLB ao tentar garantir o acesso de servidores à sede da Secretaria Municipal de Educação”.

“A situação se agravou, quando os manifestantes acirraram os ânimos, ameaçando a integridade física do diretor da GCM e dos oito guardas, que o acompanhavam. Houve empurra-empurra e arremesso de objetos à guarnição, que reagiu com técnicas de dispersão”, completa a nota.

Apesar do confronto, ninguém saiu ferido gravemente. Apenas a Democracia, ofendida, mandou lembranças aos envolvidos.

Veja algumas imagens do confronto: