O Partido dos Trabalhadores deu mais uma prova de contradição em seu discurso de priorizar alianças regionais com partidos de viés histórico da esquerda brasileira, como PCdoB e PSB.

Após deixar de fora a senadora Lídice da Mata (PSB) da chapa do governador Rui Costa (PT) na Bahia, a sigla excluiu também da majoritária no Amazonas a senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB), que ganhou destaque pelo posicionamento contra o impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT).

E o pior: o escolhido para o lugar da amazonense foi o vereador de Manaus Chico Preto (PMN), defensor da candidatura de Jair Bolsonaro à Presidência. Isso mesmo, vocês entenderam certo: Preto é defensor de Bolsonaro, e integra a chapa do PT no Amazonas.

A exclusão de Lídice teve ampla repercussão negativa em todo país, inclusive com pedido de diversos senadores para que Rui reavaliasse a posição de tirar a socialista da chapa. Não deu certo.

Agora, nacionalmente o partido volta a ser alvo dos ataques. No Twitter, o senador Roberto Requião (MDB) escreveu: “A negativa de legenda para Vanessa Grazziotin concorrer ao Senado pelo Amazonas por parte do PT é abominável. Biblicamente abominável”.

Não resta mais nada a não ser concordar com Requião: biblicamente abominável.