Redação G8 News
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O seminário internacional sobre as implicações das  fake news no processo eleitoral aconteceu nesta quinta-feira (21), em Brasília. Promovido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em conjunto com a Delegação da União Europeia no Brasil, o evento contou com a participação de especialistas brasileiros e europeus, além da procuradora-geral da República, Raquel Dodge, e o vice-procurador-geral eleitoral, Humberto Jacques. Durante o seminário, Raquel defendeu a liberdade de imprensa como ferramental fundamental contra a disseminação das notícias falsas,

“O antídoto para notícias falsas é o bom funcionamento da imprensa livre, do jornalismo profissional, sem embaraço à plena liberdade de informação jornalística em qualquer veículo de comunicação social, como dispõe a Constituição Federal”, afirmou a procuradora-geral da República.

Raquel Dodgeainda  ressaltou a importância do diálogo entre o Brasil e a União Europeia para enfrentar o fenômeno recente das fake news, destacando que a troca de ideias e experiências é benéfica para a superação dos desafios impostos pela novidade.

“As notícias falsas são um fato a nos chamar a atenção pela elevada proporção, pela necessidade de novas ferramentas e, sobretudo, pelos riscos aos valores democráticos. Não cabe censura prévia porque isso inviabiliza a democracia. Não cabe a indiferença porque as notícias falsas podem corromper a vontade do eleitor”, frisou.

Ao participar do painel sobre medidas jurídicas e tecnológicas de combate às fake news, o vice-procurador-geral Eleitoral, Humberto Jacques de Medeiros, afirmou que o uso de notícias falsas na política não é uma novidade, mas que ganhou nova roupagem diante do uso de tecnologias. Para ele, o atual fenômeno está caracterizado pela interseção de três características: mentira, ofensividade da informação difundida e impulsionamento artificial, sobretudo, nas redes sociais.

“Sempre houve mentira na política e não é agora, que existe uma onda de desinformação, que teremos atitudes menos prudentes das que sempre tivemos. O que precisamos é estar ainda mais atentos ao que há de novo no fenômeno, que é a velocidade da circulação das informações, a dificuldade em se identificar as pessoas que estão por trás dos conteúdos e os robôs utilizados na propagação”, alertou o vice-PGE.