Por Raphael Minho
Twitter: @RaphaelMinho

 

O presidente Michel Temer (MDB) comandou, em Brasília, a cerimônia de balanço de dois anos de sua gestão à frente do Planalto, fazendo um discurso de aproximadamente uma hora de duração, citando cada feito de seu governo e apresentando manchetes de jornais e sites jornalísticos de todo o país, em um telão atrás dele. Entretanto, a solenidade só contou com a turma do próprio presidente. Foram cerca de 140 pessoas que marcaram presença, entre eles, ministros e ex-ministros, presidentes de estatais incluindo o outro candidato ao Planalto do MDB, Henrique Meirelles. A cerimônia ainda foi marcada pela ausência de nomes como dos presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM), e do Senado, Eunício Oliveira (MBD).

Entre os feitos do governo destacados por Temer, está a entrega de 100 mil títulos da reforma agrária em todo o País, a gestão na Caixa Econômica Federal, que informou que “teve o maior lucro em 157 anos de história” e o que chamou de bons resultados da economia quando disse: “tiramos o Brasil do vermelho”.

No entanto, o presidente se esqueceu de citar questões como os 14 milhões de desempregados no país, o aumento de quase 17% nas contas de energia elétrica e o aumento da gasolina, que em alguns estados já chega a custar impressionantes R$ 5 o litro. Enquanto isso, Michel Temer preferiu tornar a fala da Previdência e garantiu que nenhum candidato conseguirá fugir desse tema durante a corrida eleitoral e garantiu que “parte do povo sabe que o Brasil não pode mudar de rumo”. Resta saber, quem é o analista político que anda garantindo isso a ele…