Redação G8 News
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O desembargador Nery Júnior, do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3) suspendeu a execução de um processo contra a Rede Record e a Rede Mulher (comprada posteriormente pela Record), que já dura 14 anos. Com a decisão do TRF-3, a emissora de televisão não precisará produzir programas como direito de respostas às religiões de matriz africana, como o candomblé. A decisão do desembargador foi proferida no dia 7 de junho.

Em dezembro de 2004, o Ministério Público Federal de São Paulo (MPF-SP) ajuizou uma ação contra a Record por desrespeito aos cultos africanos, devido a veiculação de matérias nos programas “Mistérios” e no quadro “Sessão de Descarrego”. De acordo com o MPF, os programas se referiam às religiões com termos pejorativos como “encosto”, “demônios”, “espíritos do mal”, “bruxaria”, “feitiçaria” e “macumba”. Só em abril de 2015, o juiz Djalma Moreira Gomes, da 25.ª Vara Cível Federal, condenou a emissora, a exibir quatro programas de televisão como direito de resposta às religiões. Além disso, a Record teria que ceder seus espaços físicos, equipamentos e funcionários para a produção dos conteúdos.

Ao suspender a execução da punição, o desembargador destacou que “a legislação sempre proibiu a antecipação de tutela quando houver perigo de irreversibilidade do provimento antecipado”.