Por Raphael Minho
Twitter: @RaphaelMinho

 

O ditador venezuelano, Nicolás Maduro, voltou a atacar nesta terça-feira (15), mais uma vez o presidente colombiano, Juan Manuel Santos, chamando-o de “imbecil”, devido ele afirmar que não reconhecerá os resultados das eleições presidenciais de domingo na Venezuela.

“Por aí saiu o imbecil do Santos dizendo que não reconhecerá os resultados das eleições, é uma falta de respeito a vocês. Todos já sabem que ninguém ganhará de Maduro no domingo”, afirmou o presidente venezuelano durante um comício eleitoral em La Fria, no Estado de Táchira, na fronteira com a Colômbia.

Em um grande palco, onde caíam papéis coloridos picados e músicos tocavam o tema da campanha, o comunista ainda acrescentou dizendo: “Você não nos importa m… nenhuma, Juan Manuel Santos. Vá à m…, velho Juan Manuel Santos, você e sua oligarquia”.

Pelo menos em uma coisa temos que concordar com Maduro. Todos nós sabemos o resultado das eleições venezuelanas no domingo, porque não importa o quão grande seja a insatisfação popular, em um regime autoritário, quem está no poder sempre vence, de um jeito ou de outro.

Na sua visita a Madri, Santos disse na segunda-feira (14) que a Colômbia não reconhecerá o resultado, pois é uma “eleição fraudada, que já têm um resultado previsto” e completou dizendo que o governo Maduro “não vai durar”, em razão da grave crise econômica. Vale destacar que a Colômbia já recebeu um milhão de venezuelanos que emigraram por causa da crise.

Tradicionalmente realizadas em dezembro, as eleições foram adiantadas por decisão da Assembleia Constituinte, um órgão governista que comanda o país com poderes absolutos e que gerou revolta por parte da oposição, que decidiram boicotar a votação ao considerar que falta transparência ao processo, posição respaldada pelos EUA, a União Europeia e o Grupo de Lima (integrado por 14 países latino-americanos), que não reconhecem as eleições.

Enquanto isso, a crise venezuelana segue com números impressionantes sem nenhum controle e reflete em uma hiperinflação que deve chegar a 13.800% este ano, segundo o FMI, além da escassez de alimentos, remédios e todo tipo de bens básicos, como papel higiênico e creme dental.